quinta-feira, 22 de março de 2012

"STAFFS" TOMAM CONTA DOS TAXIS EM LUANDA

STAFF é palavra de origem inglesa. A palavra é classificada como substantivo masculino segundo dicionários de língua portuguesa.
Dentre muitos significados, pode ser o conjunto de dirigentes de uma empresa ou de um organismo. Pode também ser grupo de pessoas que assessora um dirigente, um político ou até grupo de pessoas que trabalham em conjunto.
De um tempo para cá, o termo vulgarizou-se e tomou conta do quotidiano dos nossos taxis, os vulgos “candongueiros” ou “azuis e brancos”.
As STAFFS são organizações informações constituídas maioritariamente por motoristas e cobradores de taxis.
O principal factor de unidade é a contribuição pecuniária a que cada membro é obrigada, constituindo por essa via um fundo mutualista. Dos valores arrecadados a direcção da staff consegue providenciar serviços para os membros, “na staff temos desde mecânicos, a electricista e agentes da policia protectores”.
Das funções e funcionalidades da staff saltou-nos a vista as responsabilidades de um policia transito e aprofundamos mais a denuncia com a nossa fonte que revelou que o agente de transito é pago pela staff para proteger os carros ilegais. Para cruzar os factos tentamos contactar o porta-voz da policia nacional em Luanda mais sem êxito. Para os membros, a staff tem muitas vantagens.
Os benefícios das staffs algumas vezes estendem-se para além dos seus membros. Em uma paragem, uma jovem revelou-nos porque considera esta forma de organização uma iniciativa positiva a parte alguns defeitos.
Todavia, nem todos concordam com esse quadro "cor de rosa" sobre as staffs. O exemplo vivo vem deste taxista, que diz querer estar o mais longe possível das “staffs” por as considerar fontes de enriquecimento dos seus coordenadores. Exemplifica que durante um mês acumula-se valores que as vezes não são usados em beneficio dos membros.
A parte mais visível do fenômeno é a ostentação do nome nos vidros frontal e lateral e traseiro. Para Jorge Bengui, da direcção provincial de Transito, Trafego e Mobilidade do Governo de Luanda, esta pratica configura uma infracção e chama atenção pelo facto de que durante o processo de licenciamento dos veículos eles não se fazerem presentes com estas inscrições.

A socióloga Argentina Missingi considera que alguns nomes escolhidos pelas staffs desvirtua a sua finalidade.
Com os nomes eles se expõem ao risco de ser tidos como fora da lei pela sociedade transmitindo uma mensagem perversa a intenção dos autores.
Como em todas as iniciativas, as staffs tem componentes que podem ser aproveitadas a bem da sociedade e se tornarem em mais valia para a actividade.
Jorge Bengui menciona a organização das paragens, o carregamento de passageiros por ordem de chegada como praticas que podem ser encorajadas.
A socióloga Argentina Missingi também vê aspectos positivos que deviam ser encorajados e estimulados. Por exemplo, as staffs poderiam assumir responsabilidades comunitárias a nível das zonas em que elas operam ou estão sediadas.
Uns a favor e outros contra, a verdade é que as staffs já se instalaram.


sexta-feira, 16 de março de 2012

GENTE DO SOBA KAPASSA RECLAMA COMPENSAÇÃO

Antigos ocupantes do espaço que alberga actualmente o Hospital Geral de Luanda reclamam do governo da provincia uma indeminização ou recompensa pelo facto de terem cedido um espaço que ocupavam a favor de um projecto social.
Matias Miguel, um membro de um grupo de 700 familias, diz que ocupou e lavrava no referido espaço antes da independência até que em 2002 o então governador da província de Luanda, Aníbal Rocha, tomou a inciativa de urbanizar a area que aos poucas começava a transformar-se em zona residencial.
A seguir veio a ordem de demolição, entretanto já com novo governador a cabeça da provincia, o processo começou a complicar-se.
Em 2005, os lesados recorreram ao Conselho de Ministros e em 2006 aos serviços de Apoio ao Presidente da República.
As duas instituições solicitadas foram unanimes em remeter o assunto a esfera do governo da provincia de Luanda, instituição que veio a dar algum sinal de alento aos reclamantes apenas em 2011 durante o curto mandato de José Maria Ferraz dos Santos.
A passagem efémera daquele governante no cargo não deu tempo sequer de responder aos reclamantes e agora novas esperanças voltam a estar depositadas no consulado de Bento Bento.
O 100 DUVIDAS, naquilo que lhe couber, promete continuar no encalço do facto e auxiliar na busca de MAIS UMA SOLUÇÃO, alias o 100 DUVIDAS NÃO ESQUECE.

quinta-feira, 15 de março de 2012

VOSSO CARINHO ENCORAJA-NOS

DO FUNDO DO CORAÇÃO A EQUIPA 100 DUVIDAS AGRADECE O CARINHO DE TODOS QUE VISITAM O NOSSO BLOG E TIRAM ALGUM DO SEU PRECIOSO TEMPO PARA DEIXAR UM COMENTARIO.ESTRAMOS A ESPERA DO SEU.
OBRIGADO AO TEOFILO E AO HORACIO.
TEOFILO KAINGONA - Caro Manuel Vieira. Gostaria de propôr um programa sobre o papel dos CACS (Conselhos de Auscultação e Consertação Social), na resolução dos problemas de Saneamento Básico, nos municipios de Viana e Kilamba-Kiaxi. Obrigado. Incentiva acima de tudo uma Governação participativa. Parabéns pelo vosso programa!
HORACIO REIS - Muito bom, tendo em conta que neste momento os media nacionais se divorciaram praticamente do serviço publico.Nao vemos atitudes da parte dos media, que denunciem a incapacidade de certos sectores da gestao da coisa para fazer face aos pro0blemas que afectam as populações. Dizer que a estrada da Leba está pessima e as pedras contin uam a cair, é um serviço publico. O contrario é branquear quem nao fez o que devia ter feito na altura certa e com o dinheiro do erario publico que lhe foi afecto. Fazer-se uma radiografia da Humpata por exemplo e nao denunciar que está á cerca de duas semanas sem energia e sem água potavel é um mau serviço publico.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

NO HOJY YA HENDA VITIMAS DE INCENDIO AO RELENTO

Nem com apelo da administração comunal os gestores e proprietarios das naves assumem à responsabilidade de resarcir os moradores vitimas do incendio deflagrado na sua superficie comercial:



enquanto isso, a rua é a nova moradia das vitimas:


Como a culpa não pode morrer orfã, em nome da verdade e da justiça, o bom jornalismo da Emissora Catolica de Angola vai continuar a cobrar as respostas por parte de quem de direito. Alias, só por essa grande causa os nossos reporteres se sujeitam a todos os riscos e sevicias como neste instante quando José de Belém para não ouvir contar, foi dar uma espreitadela ao vácuo criado com o desabar da parede traseira do edificio:

Um incendio de grandes proporções ocorreu na rua do Funchal no bairro Hoji-yá-henda município do Cazenga no passado dia 21 de janeiro de 2012, que para além de ter destruído alguns armazéns de venda de artigos diversos, deitou abaixo grande parte de um prédio.De acordo com moradores, o fogo começou numa nave dos referidos armazéns e acabou por afectar o edifício que desabou em seguida. Muitos bens materiais foram destruídos pelas chamas e três famílias que habitam o prédio, estão ao relento. Os armazéns são geridos por cidadãos de nacionalidade eritreia, mas a sua pertença é atribuída a um conhecido general de nacionalidade angolana que segundo os moradores não deu até ao momento nenhum sinal para ajudar a realojar as famílias.O drama foi trazido ao 100 DUVIDAS pelo reporter José de Belém que promete continuar incessantemente a procura de resposta para muitas questões que ficaram no ar:
De quem é a responsabilidade em resarcir as vitimas?
Quem é o socio angolano do empreendimento?
Como é possivel uma empresa comercial estar sedeada numa jurisdição e as autoridades da mesma não conhecem os proprietarios?
Quais são as obrigações e regras exigidas durante as inspecções antes de abertura de uma superficie comercial?
Enquanto se espera pelas respostas e soluções as familias vivem na rua como retratam as fotos tomadas durante a deslocação da nossa equipa ao terreno. Apelamos então as pessoas implicadas e responsáveis pelo referido incidente, a acatarem as orientações das autoridades locais, nomeadamente da administração comunal, para que sejam retiradas da rua as três famílias que viram os seus apartamentos destruídos.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

POR CAUSA DE TERRENO, POPULARES E MILITARES DA MARINHA EM PÉ DE GUERRA NO MONTE BELO-CACUACO

Na edição passada foi tema em pauta no nosso programa a acusação de populares do bairro Belo Monte em Cacuaco que denunciava militares pertencentes a Marinha de Guerra de Angola, MGA, de expropriar parcelas de terras a pacatos cidadãos na zona afim de comercializa-las em beneficio proprio. Segundo os populares, os militares da MGA servem-se do poderio militar para intimidar e outros intervenientes no esquema incluindo um membro local do MPLA auxiliavam na venda das parcelas. Os populares dizem conhecer a delimitação do espaço da MGA, mas os efectivos destacados no perimetro exacerbam as suas competencias e estendem a sua autoridade sob espaços não inclusos na sua esfera de protecção. O "caldo entornou" quando na presença da reporter Esmeralda Chiyaka os populares tiveram a frontalidade de mostrar os supostos militares protagonistas do esquema e estes confrontados pela reporter recusarem-se a conceder entrevista e negaram as acusações. Perante tal, quadro a reporter deslocou-se a sede da marinha de guerra angolana na marginal de Luanda e ouviu a versão oficial. Segundo a nossa fonte o terreno da MGA existe e foi cedido legalmente, mas a desenfreada procura dos ultimos tempos motivou a medida cautelar de colocar efectivos para a sua protecção. Segundo a nossa fonte a missão do efectivo é de proteger a propriedade daquele orgão militar e nada mais. promete averiguar as denuncias e a serem confirmadas os seus protagonistas habilitam-se a duras sanções.
Depois de todo este esforço da nossa equipa, o desfecho da novela ainda esta longe de acontecer. Os populares rebatem e dizem que depois de terem denunciado o esquema os protagonistas (para caso militares da Marinha, o tal sr Grandão e o membro do MPLA) intesificaram as suas acções e prometem fazer pior do que já fizeram. Não resta alternativa senão celeridade na averiguaçãa da verdade desta estoria e procurar-se uma solução à luz dos preceitos legais e da justiça social. Como sugestão a nossa equipa propõe a MGA (orgão indoneo e de bem) a constituir uma comissão de averiguação e faze-la deslocar ao terreno para juntamente com as partes envolvidas encontrar uma solução doradoura. Tendo a "estoria" começado aqui seria uma recompensa gratificante se a Esmeralda pudesse em primeira mão dar a noticia do desfecho. Nada mais do que isso na sua missão de procurar para informar a nossa respeitada audiencia.
Alguém topa o desafio?
O 100 DUVIDAS NÃO ESQUECE. Quem sabe desta forma ajudamos a "PAZ" a regressar belamente ao Monte Belo em Cacuaco e que o sonho de casas em alvenaria no lugar dos celebremente conhecidos "cazebres" de chapa (como ilustra as fotos) se torne realidade.
Esta lançado o desafio.


SMS, A ALTERNATIVA PARA MUITOS PASSAREM AS SUAS DENUNCIAS

De a um tempo a esta parte que a nossa equipa implementou um sistema de recepção de mensagens telefonicas para alargar as oportunidades de contacto entre a produção e a audiencia.
Quando pensavamos que seria uma ferramente a ser acessada por um numero irrisorio de utentes nos enganamos redondamente. para para citar as tres ultimas edições recebemos por cada uma respectivamente: 54, 35 e 23 mensagens.
na verdade de todos os pontos de Luanda "chovem" pedidos de socorro para acudir variadissimos problemas vividos pelas comunidades. A começar por falta de electricidade a agua, das estradas esburacadas ou inacessiveis a criminalidade, passando pela disputa de terrenos a venda ilegal dos mesmos...
Os problemas são quase infinitos, o que demonstra o roll de dificuldades por que passam a maior parte dos residentes de Luanda. É tecnicamente impossivel atendermos com reportagens a todas as solicitações.
O nosso criterio tem sido priorizar os mais candentes, os mais persistentes e os problemas mais cronicos que nos parecem ter caido no esquecimento de quem de direito. Entretanto, esse criterio descricionario não significa que os restantes não sejam atendiveis, apenas é porque é humanamente impossivel atendermos a todos pelo que nos resta agradecer do fundo do coração e prometer que tudo que estiver ao nosso alcance será feito para fazer esta grande urbe um sitio lindo de se viver.
Eis abaixo apenas algumas das dezenas de mensagens que chegam ao nosso programa.
OBRIGADISSIMO A TODOS OS REMETENTES.

"Um bom dia dia a tribuna das solucoes da comunidade. Sou morador do km 9 na rua 2 de novembro. Continuamos areclamar a edel sobre o transformador aereo montado junto ao campo kuagana nao suprir efeitos para esta quarteirão. Neste momento há energia electrica no bairro, mas este transformador não. Segundo alguns tecnicos da edel o transformador tem uma capacidade para 500 casas enquando este quarteirao tem muito mas de quinhentos casas. O porque da sua instalação neste quateirao?pedimos a edel no sentido de desdobrar com maxima urgencia a substituicao do mesmo. Visitem-nos. Virgilio"
...
“olha 100 duvidas, eu sou morador do bairro belo monte municipio de cacuaco precisamos de uma esquadrada policial atravez da deliquência e queremos q o programa sem duvida nos ajudem.MARIANO SAPALALO...”
...

“Bom dia! Quero saber quando é que ficam concluidas as obras das estradas que ligam a cuca ao hoji ya henda. João Zengamambo.”
...
“Bom dia caro jornalista sou moradora do bairro palanca,ajuda-nos, a famosa estrada nova do palanca está cheia de lixo, esgoto todo rebentado, cheira mal não aguentamos mais. TERESA AUGUSTO BAIAO”

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012



ASSIM COMEÇOU O 100 DUVIDAS




TODAS AS QUINTAS FEIRAS, DAS 8 AS 9 HORAS NOS 97.5 FM
100 DUVIDAS, O PROGRAMA LUANDA ADENTRO NA EMISSORA CATOLICA DE ANGOLA

CHEGOU O BLOG DO 100 DUVIDAS

Quando a cerca de tres anos, o Robert Powell, na altura nas vestes de director da BBC WST em Angola me propôs a escrevermos uma proposta de projecto de um programa de radio que tivesse como foco a interacção entre GOVERNANTES e GOVERNADOS, confesso que não acreditei na realização do sonho.
Todavia, quando se está ao pé de pessoas persistentes até os piores dos receios são afastados. Portanto afastados os meus, colocamos mãos a obra e passamos longas horas e dias de troca de informação que culminou com a elaboração da proposta que a posterior, para nossa satisfação, veio a ser financiada pela União Européia e o sonho tornado realidade.
Não foi fácil. Foi preciso desbravar muita terra, mas ao fim de tudo o resultado é animador, reconfortante e promissor. Ao fim do tempo de vida do projecto o programa tornou-se uma marca na programação da Radio Ecclesia e na hora de encerrá-lo, audiência e produtores foram unanimes: FECHAR O 100 DUVIDAS, NUNCA...
Portanto, o 100 DUVIDAS continua nos 97.5 em FM para "presentear o bom ouvido", estimular o diálogo e auxiliar os governantes a responderem às solicitações dos governados e por essa via materializar o principio do DIREITO A INFORMAÇÃO devido a todo o cidadão angolano.

Hoje, estamos simplesmente a adicionar mais uma valencia a este projecto para os luandenses e para Luanda. Vamos, com o blog, tentar postar aquilo que for actualidade da semana nas "pautas jornalisticas" dos nossos reporteres, pretendemos igualmente abrir mais uma ferramente de interacção com a audiencia. Atraves do blog, estamos a espera do seu comentario e da sua participação activa aos inqueritos que serão regulares e ciclicos.

Nesta pagina, vamos partilhar as experiencias vividas pelos reporteres, as correspondencias que chegam a nossa equipa e claro não faltará o inusitado, o humor e o entretenimento.


Viva o blog, viva o 100 DUVIDAS.




André Mussamo


jornalista


BBC Media Action Angola