Dentre muitos significados, pode ser o conjunto de dirigentes de uma empresa ou de um organismo. Pode também ser grupo de pessoas que assessora um dirigente, um político ou até grupo de pessoas que trabalham em conjunto.
De um tempo para cá, o termo vulgarizou-se e tomou conta do quotidiano dos nossos taxis, os vulgos “candongueiros” ou “azuis e brancos”.
As STAFFS são organizações informações constituídas maioritariamente por motoristas e cobradores de taxis.
O principal factor de unidade é a contribuição pecuniária a que cada membro é obrigada, constituindo por essa via um fundo mutualista. Dos valores arrecadados a direcção da staff consegue providenciar serviços para os membros, “na staff temos desde mecânicos, a electricista e agentes da policia protectores”.
Das funções e funcionalidades da staff saltou-nos a vista as responsabilidades de um policia transito e aprofundamos mais a denuncia com a nossa fonte que revelou que o agente de transito é pago pela staff para proteger os carros ilegais. Para cruzar os factos tentamos contactar o porta-voz da policia nacional em Luanda mais sem êxito. Para os membros, a staff tem muitas vantagens.
Os benefícios das staffs algumas vezes estendem-se para além dos seus membros. Em uma paragem, uma jovem revelou-nos porque considera esta forma de organização uma iniciativa positiva a parte alguns defeitos.
Todavia, nem todos concordam com esse quadro "cor de rosa" sobre as staffs. O exemplo vivo vem deste taxista, que diz querer estar o mais longe possível das “staffs” por as considerar fontes de enriquecimento dos seus coordenadores. Exemplifica que durante um mês acumula-se valores que as vezes não são usados em beneficio dos membros.
A parte mais visível do fenômeno é a ostentação do nome nos vidros frontal e lateral e traseiro. Para Jorge Bengui, da direcção provincial de Transito, Trafego e Mobilidade do Governo de Luanda, esta pratica configura uma infracção e chama atenção pelo facto de que durante o processo de licenciamento dos veículos eles não se fazerem presentes com estas inscrições.
A socióloga Argentina Missingi considera que alguns nomes escolhidos pelas staffs desvirtua a sua finalidade.
Com os nomes eles se expõem ao risco de ser tidos como fora da lei pela sociedade transmitindo uma mensagem perversa a intenção dos autores.
Como em todas as iniciativas, as staffs tem componentes que podem ser aproveitadas a bem da sociedade e se tornarem em mais valia para a actividade.
Jorge Bengui menciona a organização das paragens, o carregamento de passageiros por ordem de chegada como praticas que podem ser encorajadas.
A socióloga Argentina Missingi também vê aspectos positivos que deviam ser encorajados e estimulados. Por exemplo, as staffs poderiam assumir responsabilidades comunitárias a nível das zonas em que elas operam ou estão sediadas.
Uns a favor e outros contra, a verdade é que as staffs já se instalaram.


